segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

O LIVRO SUA MAJESTADE CVII (107) - A DAMA DE ESPADAS

Aleksandr Púchkin (1799-1837)
 Você quer uma história curta com final surpreendente?

Pois é, assim é "A Dama de Espadas" um conto do escritor russo Alexandre Pushkin (ou Aleksandr Púchkin). 

Púchkin é considerado o maior poeta russo e o fundador da moderna literatura russa. Nascido em 1799, herdeiro de uma família de aristocratas, teve contato com a literatura desde criança.

Em sua poesia e prosa, ele revolucionou a literatura russa ao misturar narrativa e sátira com a linguagem vernácula da época.

Curiosidade: morreu num duelo, com apenas 37 anos, para defender sua linda mulher Natália Goncharova.

"A Dama de Espadas" é uma história que se desenrola um volta de jogo de baralho. Em uma roda de amigos, Tómski diz que a avó dele, uma Condessa Russa (nessa época já com 90 anos) tem uma sequência de três cartas que ganha sempre, dando fortunas ao seu ganhador.

Disse um amigo a Tómski: "O quê? Você tem uma avó que adivinha três cartas na sequência, e até agora não extraiu essa cabalística dela?"

Porém, ela não conta o segredo para ninguém, nem para seus filhos e netos. Essa história despertou um fetiche no jovem Hermann que nunca jogou. Apenas acompanhava os amigos nas rodadas de cartas. Dizia Hermann: "não estou em condição de sacrificar o indispensável na esperança de obter o supérfluo"

A história prossegue com Hermann tentando encontrar a Condessa para descobrir quais cartas seriam as "mágicas". Ele consegue ludibriar uma ajudante, Ivánovna, da Condessa, enviando muitos bilhetes se dizendo apaixonado por ela, porém a intenção era chegar na Condessa.

Até que um dia Ivánovna cedeu e marcou um encontro à noite (escondido) na mansão da Condessa. O encontro aconteceu e aí vem todo o mistério do conto.

Óbvio que não vou contar aqui o final, mas ele é surpreendente. 

Posso apenas dizer que a Dama de Espadas estará no final.

Enfim, é um conto com sátira, um certo suspense e principalmente ganância. É uma leitura leve e agradável que justifica a fama do escritor Púchkin.

Boa leitura!

Professor Mario Mello

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