segunda-feira, 12 de outubro de 2020

O LIVRO SUA MAJESTADE LIII - BARTLEBY, O ESCRITURÁRIO

 A quarta novela que li, das dez "Novelas Imortais", organizadas pelo escritor Fernando Sabino, chama-se "Bartleby, o escriturário". 

Novelas Imortais

Escrita pelo americano Herman Melville (1819-1891), a novela deixa o leitor sem nenhuma certeza para definir o protagonista Bartleby. Melville, autor de "Moby Dick", sua obra mais conhecida mundialmente, traz nesta novela uma incrível história que deixa o leitor apreensivo com o comportamento de Bartleby. 

Herman Melville

A novela é uma história que se passa em Nova York e trata de um escriturário, Bartleby, contratado por um advogado, consultor de justiça, cuja atividade era de escrever (a mão) os documentos relativos ao trabalho do escritório.

Toda a narração da história é feita pelo próprio consultor, que vai levando o leitor à irritação com as atitudes de Bartleby.

Digo para vocês, meus leitores, que a irritação é grande, porém divertida com o excêntrico Bartleby.

Como ela fora contratado para ser escrivão, toda e qualquer atividade diferente desta, ele se negava a fazer. O escritório tinha mais dois funcionários que foram ficando indignados com Bartleby. Qualquer atividade que era solicitada a Bartleby (até mesmo buscar um papel em outra mesa) era rechaçada por nosso protagonista com a seguinte frase: "preferiria não fazê-lo", e não fazia.

Bartleby foi se tornando insuportável, porém seu chefe ficava com pena e tolerava todas as negativas de fazer alguma coisa que não fosse copiar as sentenças do escritório.

Porém a situação chegou ao limite e o advogado decide demitir Bartleby. A partir daqui a novela tem acentuadas e absurdas passagens fantásticas.

O comportamento excêntrico e depressivo de Bartleby ultrapassa todas as questões de tolerância (inclusive de nós leitores) dos colegas de escritório e principalmente do advogado.

Bom, para não contar mais da novela e dar um pequeno spoiler do desfecho, o advogado decide mudar de endereço com seu escritório, pois não conseguia se livrar de Bartleby.

Enfim, tudo, mas tudo mesmo que era pedido a Bartleby, a resposta era a mesma: 

"preferia não fazê-lo"

Assim, como escrevi no início, é uma novela "irritante", mas imperdível.

Aliás, com grandioso final.

Professor Mario Mello

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