A quarta novela que li, das dez "Novelas Imortais", organizadas pelo escritor Fernando Sabino, chama-se "Bartleby, o escriturário".
| Novelas Imortais |
Escrita pelo americano Herman Melville (1819-1891), a novela deixa o leitor sem nenhuma certeza para definir o protagonista Bartleby. Melville, autor de "Moby Dick", sua obra mais conhecida mundialmente, traz nesta novela uma incrível história que deixa o leitor apreensivo com o comportamento de Bartleby.
| Herman Melville |
A novela é uma história que se passa em Nova York e trata de um escriturário, Bartleby, contratado por um advogado, consultor de justiça, cuja atividade era de escrever (a mão) os documentos relativos ao trabalho do escritório.
Toda a narração da história é feita pelo próprio consultor, que vai levando o leitor à irritação com as atitudes de Bartleby.
Digo para vocês, meus leitores, que a irritação é grande, porém divertida com o excêntrico Bartleby.

Bartleby foi se tornando insuportável, porém seu chefe ficava com pena e tolerava todas as negativas de fazer alguma coisa que não fosse copiar as sentenças do escritório.
Porém a situação chegou ao limite e o advogado decide demitir Bartleby. A partir daqui a novela tem acentuadas e absurdas passagens fantásticas.
O comportamento excêntrico e depressivo de Bartleby ultrapassa todas as questões de tolerância (inclusive de nós leitores) dos colegas de escritório e principalmente do advogado.
Enfim, tudo, mas tudo mesmo que era pedido a Bartleby, a resposta era a mesma:
"preferia não fazê-lo"
Assim, como escrevi no início, é uma novela "irritante", mas imperdível.
Aliás, com grandioso final.
Professor Mario Mello
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