
Inclusive, Vittorini foi preso quando da publicação deste romance chamado conversa na Sicília.
Nascido em Siracusa, na Sicília, palco do romance, Vittorini através de seu protagonista Silvestro Ferrauto, traz o cotidiano de uma pequena cidade na ilha italiana.
Anti-fascista militante, Vittorini foi um renovador do romance italiano e abre as portas do romance com acontecimentos históricos, na Itália do pós-guerra.
O livro é todo ilustrado, pois o autor foi acompanhado do amigo e fotógrafo Luigi Crocenzi, pela Sicília para a publicação desta edição totalmente ilustrada. São mais de 200 fotos do cotidiano de algumas cidades da Sicília.
A história trata do protagonista Silvestro que após receber uma carta do pai, falando do aniversário de sua mãe, se dá conta que há 15 anos não visita sua cidade natal e a mãe. Morando no norte da Itália, Silvestro resolve impetuosamente que irá visitar sua mãe no interior da Sicilia.
A viagem feita toda de trem à Sicília traz a Silvestro inúmeras situações cômicas. Mas, sempre o traço anti-fascista aparece.
Quando chega à casa de sua mãe, nesta viagem sentimental, encontra a mãe já separada de seu pai, e percebe, então, uma figura congelada no tempo.
Silvestro teve um irmão morto na guerra. E numa noite após um "porre" com alguns conhecidos da cidade ele parece reencontrar seu irmão e se estabelece um drama.
É um livro de diálogos cotidianos e de tratamentos frios entre Silvestro, sua mãe e alguns novos amigos de sua cidade natal.

No adeus de Silvestro à sua mãe, após passar alguns dias com ela, uma cena surpreendente, que consagra o final do livro.
Não posso, óbvio, contar para não estragar a leitura. Mas, digo-vos: a atenção fica presa até a última frase do livro.
Conversazione in Sicilia é um daqueles livros "garimpados" da literatura italiana que deve ser considerado em suas próximas leituras, pois é um romance muito interessante.
Não deixe de ler!!
Professor Mario Mello
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