domingo, 5 de abril de 2020

O LIVRO SUA MAJESTADE XXXVI - MOSCA ESPANHOLA


"Às vezes eu penso que Colombo estava errado. O mundo talvez seja plano. Existe o céu e existe o inferno, e, em algum ponto entre eles, as planícies do Texas ocidental. Na desolação causticante daqui, não há o menor indício visível da curvatura da terra."

Will Ferguson
Com este trecho começa a história de Jack McGreary, morador de uma minúscula, pobre e pacata cidade texana onde as tempestades de areia eram uma constante em sua vida.

História escrita pelo autor canadense Will Ferguson, Mosca Espanhola é uma crítica divertida e melancólica ao sonho americano, representado na figura ambígua e familiar do malandro trapaceiro, cujo aprendiz deverá superar o mestre inventando um novo golpe.
A história se passa nos Estados Unidos no fim dos anos 1920 e início de 1930.
Sem nenhuma perspectiva na cidade, embora passasse horas e horas na biblioteca lendo, Jack vê chegar a cidade uma dupla de golpistas e trambiqueiros, Virgil e Senhorita Rose. 
Pelo seu conhecimento, através das leituras, em vez de entrega-los a polícia, junta-se a eles para deixar sua vida para trás e partir com eles.
Imagem do livro. Tempestade
de areia no Texas.

Juntos aplicam golpes por todo EUA, dos mais simples aos mais sofisticados, com um único lema: não é crime se a vítima entrega o dinheiro de livre e espontânea vontade.

Jack é imediatamente absorvido por esta vida de dinheiro e bebida, com o sucesso dos golpes itinerantes pelos Estados Unidos.

Depois de perambular por várias cidades americanas, o trio fica milionário ao estabelecer-se numa cidade dedicando-se à venda do placebo afrodisíaco Mosca Espanhola. 

Baseado numa história real, o personagem Virgil, o grande vigarista, relata do decorrer do livro, várias histórias de vigaristas reais. Ou seja, os golpes aplicados pelos três, alguns já haviam sido aplicados em outras épocas e as pessoas ainda caíam como "patinhos". 
Bonnie and Clyde

A história faz uma alusão ao casal de criminosos norte-americanos Bonnie e Clyde, que roubavam e matavam e a mais temível dupla do país formavam, em sua época (1930). 
Porém existia uma grande diferença: nosso trio de protagonistas e golpistas da história, jamais usaram uma arma ou mataram alguma de suas vítimas.

Um de seus lemas era promover a falsa esperança às suas vítimas, e com isso, usurpar dinheiro, sempre "de livre e espontânea vontade". Nunca à força.


As duas últimas partes do livro, são devotadas ao grande golpe da Mosca Espanhola, conhecido por ser um poderoso afrodisíaco, obviamente fraudulento. O sucesso de vendas pelo correio da Mosca Espanhola foi estrondoso, porém o orgulho dos compradores não permitia, a eles, admitir que tinham sido enganados. E, assim, as vendas continuavam.

Bem, assim a história vai se desenvolvendo por vários meses pelo território americano. 
Porém, chega um dia da separação do trio.

E aí vem o grande desfecho da história: Jack foi um grande aprendiz e Virgil um grande mestre. 
Será que o aprendiz Jack, superará seu mestre Virgil?

Essa pergunta só será respondida nas últimas páginas do livro.

É uma história imperdível, divertida, real e que tem reflexos até os dias de hoje, com os golpes que ainda vemos serem aplicados, seja pela internet, pelo conto do bilhete premiado, pelo filho sequestrado, entre tantos outros que dia-a-dia são notícia.

Não deixem de ler! É uma história e tanto!

Professor Mario Mello



sábado, 4 de abril de 2020

O LIVRO SUA MAJESTADE XXXV - O CORCUNDA DE NOTRE DAME

Esse livro clássico da literatura, teve sua primeira publicação em 1831. Escrito pelo consagrado autor francês Victor Hugo, teve em seu objetivo inicial, conscientizar o público francês da necessidade de conservar a Catedral de Notre Dame.

A história se passa em 1482 em Paris, tendo como seu principal pano de fundo a Catedral de Notre Dame. Porém a obra não se limita à Catedral, e também descreve a sociedade da Paris Medieval com os contrastes de seus personagens.

O protagonista da obra, um homem coxo e deformado, batizado de Quasímodo, foi abandonado aos 4 anos de idade na porta da Catedral, devido à sua deformidade. A partir daí vive sempre na Catedral sendo, já adulto, designado a guardar os sinos de Notre Dame.

Se apaixona por uma bela cigana chamada Esmeralda. Porém, este amor não correspondido faz de Quasímodo um homem sofrido e recluso nas entranhas da Catedral.

A cigana Esmeralda dança diariamente na praça em frente a Catedral e é sempre observada por Quasímodo e pelo arquidiácono Claudio Frollo. 
Pois aí vem o grande segredo do enredo. 
Frollo perturbado pela beleza de Esmeralda, e obviamente por ser padre, querendo afastar-se da tentação, ordena que Quasímodo rapte a moça, porém o corcunda não consegue seu intento.
Frollo atormenta-se pelo conflito entre o amor à Esmeralda, e o amor à Deus.

Tempos depois a cigana Esmeralda é acusada de assassinato e para escapar da acusação deveria se entregar a Frollo.

Esmeralda é levada a Catedral onde é protegida pelo apaixonado Quasímodo.

A cigana não aceita se entregar a Frollo e diante da recusa Frollo foge com Esmeralda e a entrega para uma mulher reclusa no chamado "buraco dos ratos".
Bom, a história se desenrola assustadoramente cativante. 
Por motivos óbvios não vou contar o final, mas asseguro que é deveras surpreendente.

Victor Higo, ainda no livro, destaca a importância das grandes obras arquitetônicas para a arte. 
O Corcunda de Notre Dame, talvez tenha aberto algumas perspectivas verdadeiras com relação à arte da Idade Média. 

Pois bem, esta obra histórica nos faz refletir muito sobre compaixão, amor ao próximo, injustiça e também ao preconceito.
Disse Quasímodo em certa ocasião: "A desgraça é que pareço ainda demais um homem. Gostaria de ser totalmente animal como esta cabra."

É um livro exuberante em todo seu conteúdo e vale muito a pena ser lido.
Para quem já esteve em Paris e conhece a Catedral, o livro, é uma viagem histórica a este que é um dos símbolos arquitetônicos do mundo: A Catedral de Notre Dame.

Boa leitura!

Professor Mario Mello




sábado, 28 de março de 2020

O LIVRO SUA MAJESTADE XXXIV - A MORTE É UM DIA QUE VALE A PENA VIVER

Começo este post agradecendo minha querida sobrinha Professora Carla Mello Cielo da UFSM, pela dica de leitura. Já é a segunda dica de leitura em pouco tempo, que "pesquei" no Facebook da Carla.
Já percebi que suas indicações são "certeiras".


Você quer uma verdade inquietante?

Já ouviu falar em "Cuidados Paliativos"?

Quer um excelente motivo para buscar um novo olhar para a vida?

Sabe a diferença de empatia e compaixão?

Pois então, a médica e escritora Ana Claudia Quintana Arantes, tem a coragem de lidar com um tema que ainda é um tabu: tratar a morte de pacientes que não têm mais chance de cura, de uma forma diferente da medicina convencional.

No livro "A morte é um dia que vale a pena viver" a Dra. Ana Claudia mostra a todos nós como podemos encher de significado a própria vida, a fim de que a morte seja um dia que valha a pena ser vivido.

Uma das maiores referências sobre Cuidados Paliativos no Brasil, a autora aborda o tema da finitude sob um ângulo surpreendente. 

Os Cuidados Paliativos há bem pouco tempo no Brasil ganharam status de política pública. 
Os Cuidados Paliativos consistem na assistência, promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e de seus familiares diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e do alívio do sofrimento, do tratamento da dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais.

Ana Claudia conta várias experiências e faz uma crítica construtiva a grande maioria dos médicos. Segundo ela, os médicos aprendem a tratar da doença e não do doente.

"Alguns médicos profetizam: não há mais nada a fazer. Mas eu descobri que isso não é verdade. Pode não haver tratamentos disponíveis para doença, mas há muito mais a fazer pela pessoa que tem a doença."


"Um diploma não mostra o sentido da vida, portanto não nos iludamos com certificados. A importância que damos a nossa vida não pode ser trabalhada pelo currículo Lattes. Se não sabemos onde está nossa importância, dificilmente seremos capazes de fazer alguma coisa na vida de alguém."

Passagens como as acima, que têm no livro, nos mostram a dimensão da mudança que significa tratar de algum doente terminal com os Cuidados Paliativos.


A autora conta as experiências com doentes em seus últimos instantes de vida, abordando suas histórias de vida, seus arrependimentos, enfim, questões que os remédios não podem mais elucidar.

Confesso a vocês que este livro traz uma verdade inquietante (como escrito na primeira frase) e que não deixa você, ao menos se perguntar: quero que me "entupam" de remédios até o último instante ou não.

Difícil né?  
O que recomendo é: leiam. 
O livro trás muitas indagações e algumas certezas.

Vá em frente e enfrente!

Professor Mario Mello









sexta-feira, 27 de março de 2020

Poema "Cura" - publicado em 1869


Cura

Poema de Kathleen O'Meara
Escritora e bióloga irlandesa-francesa
Publicado em 1869

E as pessoas ficaram em casa.
E leram livros e ouviram.
E descansaram e se exercitaram.
E fizeram arte e brincaram.
E aprenderam novas maneiras de ser.
E pararam.
E ouviram fundo
Alguém meditou
Alguém orou
Alguém dançou
Alguém conheceu sua sombra
E as pessoas começaram a pensar de forma diferente.
E pessoas se curaram
E na ausência de pessoas que viviam de maneiras ignorantes,
Perigosas, sem sentido e sem coração,
Até a Terra começou a se curar.
E quando o perigo terminou.
E as pessoas se encontraram.
Lamentaram pelas pessoas mortas.
E fizeram novas escolhas.
E sonharam com novas visões.
E criaram novos modos de vida.
E curaram a Terra completamente.


Planeta Terra hoje 27 março 2020
Visão de futuro ou coincidência ?
Tomara que o final seja o mesmo do poema!

Para refletir.

Professor Mario Mello

domingo, 15 de março de 2020

O LIVRO SUA MAJESTADE XXXIII - O CHARUTO DE CHURCHILL

Winston Churchill era um homem que amava os charutos.

Começando o post com esta frase dá uma ideia do tema central do livro "O Charuto de Churchill" cuja história é encantadora sobre um caso de amor que se consumia diariamente na fumaça.

 O charuto de Churchill foi um símbolo de resistência durante a Segunda Guerra Mundial.
Winston Churchill - 1874-1965
O charuto se tornou tão importante que o Serviço de Inteligência Inglês em parceria com conceituados cientistas da época, testava os charutos em ratos, para detectar um possível risco de sabotagem ou envenenamento do então primeiro-ministro do Reino Unido.

Como Churchill ganhava muitos presente, muitas vezes de origem suspeita, a preocupação com a sabotagem era muito grande.


O livro retrata uma boa parte da vida de Churchill sempre com o foco principal nos charutos.
Segunda algumas estatísticas Churchill teria fumado cerca de 200.000 charutos ao longo de sua vida. Sua filha Mary, perguntada certa vez sobre isso, desconversou, não admitiu, mas também não desmentiu. O fato é que até seus últimos dias de vida, Churchill não largava de seus charutos.

Churchill foi um homem notável. Foi considerado, recentemente em pesquisa da BBC, como o maior britânico de todos os tempos.
Em 1953 ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. Reconhecido mundialmente como um dos homens mais corajosos capitaneou a resistência europeia e venceu Hitler, acabando com a Segunda Guerra Mundial.

Também foi pintor, habilidade esta desenvolvida numa fase ruim de sua vida, onde a depressão bateu à sua porta, porém Churchill soube contornar e voltar a vida pública e política.

Na Austrália, como colônia inglesa por muitos anos, existe uma cidade chamada Churchill e possui um obelisco com cerca de 4 metros de altura, representando um charuto.

Pois bem, o livro é uma grande caminhada pelo labirinto de arquivos do Churchill College e na Cambridge University trazendo fatos e acontecimentos, grandiosos e pitorescos, alegres e tristes, mas, sempre demonstrando a determinação deste incrível personagem da história mundial.


O livro retrata os milhares de charutos ganhos de presente por Churchill.
Sua ligação com fabricantes de charutos da Inglaterra e principalmente de Cuba.
Sua amizade duradoura com um empresário cubano chamado Antonio Giraudier, lhe rendeu por décadas o abastecimento de seu estoque de charutos, com os melhores do mundo.
Esse abastecimento durou até a revolução de Fidel Castro em Cuba, de onde o empresário cubano teve que fugir, pois sua fábrica foi confiscada pelo o governo em prol da revolução.

Fidel Castro, também se tornou um aficcionado por charutos, obviamente para promover a principal industria cubana.
Fidel quando soube das remessas de Giraudier para Churchill, resolveu também enviar charutos de presente para o premiê inglês que prontamente não aceitou e devolveu todas as remessas à Fidel, alegando que não poderia receber presentes, que na sua origem estavam banhados de sangue.
Esses charutos enviados de Fidel para Churchill, deram origem a famosa e considerada hoje a melhor marca de charutos do mundo, o COHIBA.

Bem, o livro é espetacular e conta até o último dia da vida de Churchill.
Já debilitado disse Churchill: "Acho que eu morreria rápido se me aposentasse. Não pode haver sentido em viver quando não há nada para fazer."
Churchill fumou seu último charuto na noite de 9 de janeiro de 1965. Depois de uma suave baforada o charuto ofereceu um último prazer. E, enquanto era colocado no cinzeiro, ele já estava quase morto.
Ele sofreu um colapso, perdendo a consciência vindo a falecer duas semanas depois, dia 24 de janeiro de 1965.

Por fim, convido-os a ler este singelo, mas importante livro, de um dos personagens mais emblemáticos dos últimos séculos.

Deixo também a imagem de um homem feliz com seu eterno amor: o charuto.


Boa leitura!

Professor Mario Mello





quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

O LIVRO SUA MAJESTADE XXXII - O ESTRANGEIRO

Integrante da lista dos "100 livros para ler durante a vida", elaborada por editores da Amazon, este belo livro, "O estrangeiro", faz jus a estar na lista. 

Albert Camus *07.11.1913 +04.01.1960
Publicado em 1942, é o mais pop dos livros do francês Albert Camus. Ganhador do Premio Nobel de Literatura em 1957, Camus se destaca pelo seu tema existencial e a solidão.

O livro é tão pop que rendeu até música do grupo de rock inglês The Cure.

As obras de Camus contribuíram com o crescimento da corrente de pensamento conhecida como absurdismo.

Em "O estrangeiro", Mersault, o protagonista, não encontra nem explicação e nem consolo para o que ocorre na sua vida.

Mersault, dentro do absurdismo, nem se importa com a morte de sua mãe, por exemplo.

Ele não tem nada em que se amparar, pois ao mesmo tempo que é livre, se depara com uma angústia constante.
A circunstância fez com que Mersault cometesse um crime e fosse parar na prisão. Sua indiferença com a situação é tanta, que novamente o absurdismo se manifesta.

Narra Mersault: "mesmo no banco dos réus, é sempre interessante ouvir falar de si mesmo. Durante as falas do promotor e do meu advogado, posso dizer que se falou muito de mim, e talvez até mais de mim do que do meu crime." 

Condenado pelo crime cometido, na prisão recebe um capelão que tenta um diálogo com Mersault.
Uma das capas em francês
Esta é uma das partes mais interessantes do livro, pois mostra toda a liberdade do protagonista e ratifica que a liberdade e o absurdo são faces da mesma moeda.
Uma implica na outra. E, é isso que Camus propõe aos leitores.

Bem, não é em vão, que esse livro aparece na maioria das "listas de livros para ler".

Pelo livro, por Camus e pelo protagonista Mersault, me rendo, também à lista.

Vale muito a pena a leitura!

Professor Mario Mello





domingo, 9 de fevereiro de 2020

O LIVRO SUA MAJESTADE XXXI - ARIADNE CONTRA O MINOTAURO


Os labirintos há séculos despertam interesse e curiosidade. Formados por conjuntos intrincados de percursos, têm o objetivo de desorientar quem os percorre, criando uma pressão psicológica muito grande. Também, já foram considerados símbolos de riqueza e poder.

Já a mitologia grega envolve um conjuntos de narrativas, lendas e mitos criados na antiguidade com objetivo de descrever fatos e fenômenos da natureza. 
Devemos lembrar que a civilização grega estava baseada numa religião politeísta, ou seja, eles cultuavam diversos deuses.
A mitologia grega é composta de várias figuras mitológicas onde encontram-se os heróis que eram os semideuses, ou seja, filhos de deuses com humanos. 
Neste contexto que a princesa Ariadne, filha do rei Minos, nosso herói Teseu e o monstro Minotauro dão os personagens para está fascinante história.
A história é tão fascinante que vários filósofos como: Plutarco, Catulo e Ovídio foram bases para a releitura da história ao longo do tempo. 

Até mesmo Picasso fez uma pintura do Minotauro. 

A história se passa quando Ariadne a filha caçula do rei Minos, descobre que o pai encarcerara um monstro no Labirinto de Creta e que esse monstro, chamado Minotauro, é seu meio-irmão.
Como isso aconteceu? Sua mãe a rainha Pasífae teve relação com. ou touro e dessa relação nasceu o Minotauro.
O monstro está preso no labirinto de onde nunca ninguém conseguir sair vivo. 
O rei Egeu, de Atenas, tinha uma dívida com o rei Minos, de Creta, e a cada nove anos eram oferecidos sete rapazes e sete moças, jovens de Atenas, como alimento ao monstro, em pagamento desta dívida.
É aí que entra o herói Teseu, filho do rei Egeu de Atenas, que se ofereceu para estar entre os jovens que seriam sacrificados no labirinto, como alimento do Minotauro.

Aí começa a odisséia de Ariadne que se apaixona por Teseu e quer ajuda-lo, escondido do pai, a combater e matar o Minotauro, livrando assim todos os jovens atenienses de serem sacrificados ao longo dos anos.

A história é de amor, coragem, vingança, traição e a busca de justiça.

Na história aparece Dédalo (pai de Ícaro, patrono da aviação), arquiteto, construtor e homem de confiança do rei Minos. Ariadne vê nele a única pessoa que pode ajudá-la, uma vez que foi ele o construtor do labirinto. Os operários que ajudaram a construir o labirinto, todos foram mortos após a conclusão, guardando assim o segredo do temível labirinto.

Desafiando a família e as leis locais, Ariadne ajuda Teseu com a condição de que ele a levasse junto na fuga para Atenas.
Fica claro que o amor sempre tem suas razões, porém, o sofrimento muitas vezes é uma etapa necessária para a felicidade.


Bom, é óbvio que não vou contar a história aqui, mas digo que é uma das mais belas narrativas da mitologia grega.

Uma história surpreendente cheia de aventuras, segredos e reviravoltas.
Nunca se sabe o que se passará a cada curva do labirinto.

Para terminar, uma frase do livro que perdura há décadas, séculos, milênios:
"O mito fica a meio caminho entre a fé e a razão, entre a fantasia e a informação".

Não deixe de ler Ariadne. Vale muito a pena.

Professor Mario Mello