A poesia é uma manifestação de beleza e estética transformada em palavras pelos poetas. A poesia fala da comunicação do homem com alguma coisa que não é apenas sua consciência.
A razão e a mente humana viajam por um mundo fabricado por elas e onde o homem pode ser razoavelmente feliz, nos limites dos medo, da imaginação e da felicidade.
Apreciar poesias é um exercício de contemplação do belo. É poder, através da imaginação, criar cenários onde nos inserimos com a sensibilidade na busca de novos e felizes sentimentos.
Neste livro, Luiz Carlos Lisboa nos leva a sonhar, mesmo que seja fictício, com o belo, com o silêncio, com a sabedoria e com a contemplação da formosura das coisas.
O livro começa assim:
"De manhã bem cedo, ainda no escuro do quarto ela me abraçou devagar e disse: "Que saudades, meu bem. Não vi você nos meus sonhos, esta noite". Por alguma razão, sei que não vou me esquecer disso. Talvez nem ela."
O livro foi escrito em 1994 quando ainda não tínhamos Facebook ou Instagram e olha o que Lisboa escreveu:
"Ela sorri na tela colorida, num seu momento de glória, imagem do que chama de sucesso. O que nela é real e de fato a ela pertence, está sepultado sob as ideias que tem de si mesma e do mundo, como seu rosto sob a maquiagem. Brilhante, dourada, a personagem que inventou para si é a casca, porque sua verdade encantadora está agora perdida para sempre."
Enfim, gostar de poesia faz bem para a alma e para a razão. A beleza e a verdade ocorrem, apesar da consciência. Essa viagem interior pode ser feita numa fração de segundo ou pode durar uma vida inteira .
Na paz da madrugada o aprendiz tem um momento propício para os mistérios que se revelam no silêncio. A quietude, a serenidade e o sossego trazem a tranquilidade de uma leitura que conforta a alma.
"Não é preciso entender de flores para conviver com a sua beleza".
Não é preciso entender de poesia para conviver com a sua beleza.
Professor Mario Mello


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