sábado, 13 de março de 2021

O LIVRO SUA MAJESTADE LXII - O CLUBE DOS SUICIDAS

Coleção das Novelas
 

A oitava novela que li, das dez "Novelas Imortais", organizadas pelo escritor Fernando Sabino, chama-se "O Clube dos Suicidas". 

Robert Stevenson
Escrita por Robert Louis Stevenson (1850-1894), também autor do consagrado romance "O médico e o monstro". Stevenson nasceu nas Escócia, mas foi na Inglaterra que se tornou um influente novelista e poeta.

Stevenson teve uma vida bem agitada ao longo de seus 44 anos (morreu muito jovem). Seus últimos anos de vida foi numa ilha do Pacífico sul, chamada Samoa. 

Entre as violentas crises de tuberculose que o perseguiu durante as sucessivas viagens, Stevenson elaborou uma variada e numerosa produção literária. Sua consagração inicial veio com o romance "A ilha do tesouro".

E entre suas várias e consagradas novelas está "O Clube dos Suicidas". Um clube de candidatos ao suicídio que não têm coragem de realizar por si próprio o seu intento. 


Esta é a essência da extravagante e misteriosa história apresentada por Stevenson. Uma novela com ares de um romance policial que pode ser precursor de criações como as de Sherlock Holmes.

O Clube dos Suicidas tinha um preço de 40 libras para entrar e o requisito básico era vontade de morrer. Essas estranhas condições faziam parte de um grupo de cavalheiros que não tinham coragem de se matar.

Mas, a novela se desenrola quando o Príncipe Florizel e seu fiel confidente Coronel Geraldine, em busca de aventura, e, sem saberem as regras do clube, entram como sócios. 

Quem deve morrer
Em cada sessão do clube eram sorteadas cartas de um baralho, entre os participantes, para saber quem seria morto e quem mataria. Quem recebesse o ás de espadas era quem deveria morrer e quem receberia o ás de paus é quem deveria matar.

Quem deve matar
O clube possuía um presidente que ao longo do tempo o Príncipe foi conhecendo e vendo o assassino cruel que ele era.

O que era para ser mais uma aventura da dupla, torna-se um caso complicado de resolver. O Príncipe Florizel começa, então, uma minuciosa investigação para descobrir quem está por trás dos assassinatos.

Como diz Fernando Sabino, o organizador dessa coleção de novelas: "se a arte de contar histórias é a arte de divertir, ensinar, espantar, arrebatar e manter aceso o interesse do ouvinte, conforme acontecia com as que lhe contava a governanta na sua infância, então Stevenson aprendeu bem a lição.

É uma novela que prende o leitor até o final, pois a trama só se resolve nas últimas linhas do livro.

A bondade e a generosidade do Príncipe Florizel, contrasta com a crueldade dos sócios do clube. 

A história tem mega festas, ocultação de cadáver, duelos, trapaça entre outros ingredientes de uma boa trama. É simplesmente formidável.

Das oito novelas, da coleção, que já li, esta, está entre o "top three".

Vale muito a leitura!

Bom entretenimento!

Professor Mario Mello



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