| Chuck Palahniuk |
O título do livro "Sobrevivente" é uma espécie de comédia demente, de pesadelos e uma crítica à sociedade ocidental.
Seu estilo de prosa é envolvente, de enredo chocante que mantém o leitor como refém até o fim de suas páginas.
O protagonista e narrador Tender Branson é o último membro de uma seita de fanáticos religiosos, chamada Crente.
Envolvendo suicídios, fanatismo religioso, trabalho de assistência social, fama, dinheiro e solidão, Tender Branson torna-se um "sobrevivente" cujo drama pessoal vai ficando insuportável para ele.
O protagonista sequestra um Boeing 747-400, voo 2039 e narra toda sua história de vida a partir deste sequestro.
É uma história cheia de ironia e sarcasmo onde qualquer um pode virar modelo de qualquer coisa.
Uma crônica de um jornal de São Francisco, EUA, diz:
"Um passeio com anfetaminas violentas pelas excentricidades da fama e da natureza da fé."
Temos visto muito disso, aqui no Brasil: a exploração da fé.
| Primeira página é a 353 |
Por várias razões este livro, que não é um "best seller", considerei genial.
Uma das razões, que ainda não tinha visto em nenhum livro, é que ele começa pelo fim. Sua primeira página é a de número 353 e vai diminuindo até a última página que é a de número 1.
Achei genial este detalhe.
Outro detalhe importante do livro é que "agentes midiáticos" criam celebridades que uma boa parcela da população "engole". Um sujeito decadente, como nosso protagonista, se transforma num sujeito seguido e amado por muitos.
Muito parecido com o que acontece por aqui, também.
O livro também nos mostra como é danoso o "fanatismo". Reflexão...
De fato Palahniuk consegue prender o leitor até a página 1 com muita astúcia.
Para finalizar:
Ler é bom, simplesmente.
Professor Mario Mello
PS: Este texto foi escrito pensando na exploração da fé que acontece também aqui no Brasil. Igrejas arrecadando sacos e sacos de dinheiro para alimentar privilégios de poucos.
#exploração# #fé# #nãosedeixeenganar#
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